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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Tubarão na Praia do Cassino !!!

Essa é de arrepiar quem entra nas águas dos mares do Sul!!!

Ontem parti com alguns colegas na incansável busca por ondas e quando estávamos há a aproximadamente 20 km ao Sul do Balneário Cassino encontramos um bonito exemplar de Tubarão Martelo (gênero Sphyrna). Ele estava na zona de varrido e devia ter morrido há pouco, mas não foi possível identificar o motivo que fez ele parar na beira da praia, se foi rejeito de pesca ou alguma causa natural. É bem comum a pesca dos filhotes desses tubarões na Praia do Cassino durante a primavera e muitas vezes são encontrados na praia como descarte de pesca.

tubarao praia do cassino (3)

O texto a seguir foi extraído do site Ondas do Sul e modificado pelo RGsurf para esta publicação.
Fonte: Vinícius Kigeski- GEPERGS (Grupo de Estudos e Pesquisas de Elasmobrânquios do Litoral Norte do RS): (
http://www.ondasdosul.com.br/materia.php?titulo=Tubar%C3%A3o%20no%20Rio%20Grande%20do%20Sul%20?).

A verdade é que as espécies encontradas na costa gaúcha são praticamente inofensivas ao ser humano e a maioria alimenta-se de crustáceos, camarões e lulas.
No Rio Grande do Sul as sete espécies de tubarões costeiros estão ameaçadas de extinção, dentre elas são 3 espécies de Cação Anjo (Squatina guggenheim, Squatina occulta e Squatina argentina) , o Cação Listrado (Mustelus fasciatus), o Cação Mangona (Charcharias taurus) e o Cação Cola-Fina (Mustelus schmitti). Ainda podemos considerar as espécies de Tubarões Martelo (Sphyrna lewini e Sphyrna zygaena).

Tubarões ou Cação? Tubarão e Cação significam exatamente a mesma coisa. Essa diferença de nomenclatura ocorre devido a um caráter regional, por exemplo, ao norte do país utiliza-se somente o termo Tubarão já ao sul do país a palavra cação é muito mais frequente. Muitas vezes as pessoas acham que cação e tubarão são coisas totalmente diferentes. No Rio Grande do Sul, inclusive, muitos acreditam que não ocorrem tubarões em nossa costa, justamente por terem em mente que tubarões são feras gigantes, com dentição afiada e que proporcionam perigo ao ser humano. O termo cação surge justamente para definir espécies que apesar de formas parecidas, são pequenas e muitas vezes inofensivas. Portanto, chamar cação ou tubarão pode referir-se tanto um que seja grande ou tanto quanto pequeno.

Os tubarões martelo se distribuem por todos os oceanos do mundo, sendo que no Rio Grande do Sul ocorrem duas espécies o Tubarão Martelo Entalhado (Sphyrna lewini) e o Tubarão Martelo Liso (Sphyrna zygaena). Estes dois tubarões são bastante parecidos, porém ainda sim apresentam características morfológicas que os diferenciam. No caso do Martelo Entalhado, este apresenta um entalhe na região central da cabeça e a íris do olho apresenta cor clara. Já o Martelo Liso mostra a cabeça sem entalhe e a íris do olho de cor escura.
O Tubarão Martelo Entalhado, tem hábito oceânico, porém frequentemente se aproxima da costa principalmente para reprodução, já o Tubarão Martelo Liso, ocorre em menor quantidade no Rio Grande do Sul. Os tubarões Martelos de todos os tamanho tem o hábito de formarem cardumes, o que facilita sua captura em massa. As duas espécies apresentam um mesmo habitat, a diferença é que o Martelo Liso tem preferência por águas mais frias. Os filhotes das duas espécies podem ser encontrados em baixas profundidades, já os adultos são mais comuns em regiões oceânicas em torno de 400 metros de profundidade. A captura de adultos em zonas rasas ocorre nos meses quentes, quando as fêmeas se aproximam para dar a luz a seus filhotes. Eles podem atingir até 4m de comprimento e suas crias nascem com medidas de 38 cm a 45 cm e atingem a maturidade com 1,5m a 2,0m de comprimento.
Os Tubarões Martelo possuem uma dieta diversificada, alimentam-se de peixes, cefalópodes (lulas), crustáceos (Camarões), raias e outros tubarões, inclusive os menores da mesma espécie.
Eles ocorrem em toda a costa brasileira e são intensamente pescados ao longo de toda a costa do Rio Grande do Sul, sendo a grande maioria pescada quando ainda são filhotes, visto que, estes permanecem em zonas rasas e é onde são capturados. Apesar de serem animais que se reproduzem rápido comparada com outros tubarões, o alto índice de captura coloca em declínio as populações dessas duas espécies no mundo inteiro. Outro fator que prejudica a manutenção dessas espécies é que apenas os filhotes possuem valorização no mercado, pois a carne dos adultos é considerada ruim para consumo. As populações de Tubarão Martelo no mundo estão em declínio, o que coloca as espécie como vulneráveis e ameaçadas de extinção. Apesar dos estudos relacionados a estas espécies serem deficientes, está confirmado que as populações estão em alto declínio, pois as quantidades pescadas a 20 anos são muito superiores as pescadas hoje. A captura de filhotes aumenta o dano sobre os Tubarões Martelo, isso porque impede que cada indivíduo realize sua função dentro de uma população, ou seja, reproduzir e gerar descentes férteis.

Clique na imagem para ver mais fotos do tubarão martelo que foi encontrado no último domingo 09/12/2012 na Praia do Cassino.

tubarao praia do cassino

E aí, vai continuar nadando na Praia do Cassino???

Augusto Cavalcanti

7 comentários:

rogerio disse...

sempre existiu caçao por aqui, sempre foi pescado ate mesmo decarretilha tanto no navio quanto no canal, esse caçao de aba curta nao é do classificado grupo perigoso e a sua pesca é proibida! abraços

Anônimo disse...

hahahahaha que big tuba!!!

Anônimo disse...

E AÍ BROTHER,VC TEM RAZÃO ATÉ DE CARRETILHA SE PESCA UM CAÇÃO NA PRAIA DO CASSINO SEMPRE EXISTIU,MAS O HOMEM VEM EXTERMINANDO COM ESTÁ ESPÉCIE EM TODOS OS OCEANO DO MUNDO.MAS AS FOTOS FICARAM MASSA.UM ABRÇO!

veronica disse...

o esteriótipo e a ignorância faz as pessoas ficarem neuróticas a ponto de causarem barbaridades aos animais inofensivos. É bom mesmo deixar tudo bem claro. Ótima explicação.

Anônimo disse...

Foto ilusória, esse filhote de cação não passa de 2kg e não chega a ter 40cm! Poderia informar isso no post fera!

Augusto Cavalcanti Oceanólogo disse...

Tem uma nota em negrito no final da publicação. Chegou a abrir as outras fotos??? uma delas representa bem a escala de tamanho.
Foi proposital colocar essa foto, que por sinal ficou muito boa! Abriu o interesse para muitas pessoas se informarem sobre o assunto. O texto está bem explicativo, desmistificando o perigo às pessoas e os riscos que as espécies correm pela sobre-pesca. Abraço fera!

Adema disse...

Grande iniciativa Augusto. Parabéns pelo blog. Sempre que puder venho visitar.

Abraço
ass.: Adema